O número de estudos que analisam a autoeficácia matemática tem aumentado nos últimos anos, destacando-se sua correlação com o desempenho acadêmico e outros constructos do domínio afetivo. Diante da diversidade de instrumentos utilizados para avaliar esse constructo — questão apontada por diversos autores — e com o objetivo de compreender como e com quais ferramentas a autoeficácia matemática tem sido medida entre alunos do Ensino Fundamental, foi realizada uma revisão sistemática da literatura científica, seguindo o protocolo PRISMA 2020, com especial atenção aos instrumentos descritos para esse fim. Os resultados revelam uma ampla variedade de ferramentas, muitas das quais não foram elaboradas considerando adequadamente a especificidade do domínio, a adequação ao público-alvo ou a formulação dos itens, que por vezes abordam constructos relacionados, mas distintos da autoeficácia. Conclui-se que a problemática apontada na literatura permanece sem solução, sendo recomendada a identificação de instrumentos válidos e confiáveis para apoiar futuras pesquisas e melhorar a prática docente.
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