Este estudo caracteriza relações conceituais necessárias para a compreensão dos intervalos de confiança por meio do construto Esquema, conforme proposto pela teoria APOE. A pesquisa é desenvolvida a partir de uma análise teórica do conceito, complementada por uma exploração empírica baseada em entrevistas semiestruturadas com professores de matemática em formação que haviam cursado estatística pelo menos um ano antes. Essa abordagem permitiu identificar relações que persistem após a instrução formal, bem como aquelas que não se consolidaram. Os resultados evidenciam dificuldades na interpretação do nível de confiança, na articulação entre a média amostral e o parâmetro populacional e no reconhecimento do papel do tamanho da amostra na precisão do intervalo, o que sugere um Esquema limitado. Com base nas relações identificadas, propõe-se a gênese de uma Decomposição Genética do Esquema do intervalo de confiança.